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29/10/08

Cães interpretam sentimentos nos rostos de humanos, diz estudo

Um artigo publicado hoje pela revista britânica "The Scientist" explica que, assim como os seres humanos, os cães também estudam a face de uma pessoa, começando pelo lado direito, que expressa melhor o estado emocional.

Esse fenômeno, no entanto, ocorre apenas quando estes animais observam rostos humanos. Uma hipótese sustenta que o lado direito da face expressa melhor as emoções, o que explica o fato de ser analisado antes pelos cachorros, como fazem os humanos quando vêem alguém pela primeira vez.

Uma equipe de cientistas da Universidade de Lincoln (Inglaterra) descobriu que os cachorros domesticados desenvolveram este comportamento possivelmente para captar a emoção dos rostos humanos.

Os pesquisadores, liderados por Kun Guo, estudaram os movimentos dos olhos e da cabeça de 17 cães quando lhes foram mostradas imagens de rostos de pessoas, macacos, cachorros e objetos inanimados.

Os animais olharam para a esquerda - para a metade direita do rosto - apenas quando lhes foram mostrados rostos humanos. Esta tendência se acentuou ainda mais quando a expressão facial era de aborrecimento.

Segundo os cientistas, os cães poderiam ter aprendido este comportamento para interpretar as emoções do rosto após milhares de anos de interação com os seres humanos.

No entanto, quando os cachorros viam uma imagem invertida, continuavam olhando a sua esquerda, algo que os humanos não fazem.

A equipe pesquisadora explica que o lado direito do cérebro canino, que processa a informação do campo visual esquerdo, se adapta melhor à interpretação das emoções humanas que o hemisfério direito.

Já o especialista em cães da Universidade Eötvös Loránd de Budapeste (Hungria), Adam Miklosi, disse que apesar de esta descoberta ser interessante, ainda é um mistério como os cachorros percebem os rostos das pessoas. Além disso, não existiriam evidências de que estes animais sejam capazes de reconhecer as emoções.

G1

28/10/08

Cão arrisca a vida para proteger filhotes de gato

O cachorro Leo arriscou a vida para proteger quatro filhotes de gato presos em uma casa em chamas, em Melbourne, na Austrália. Quando o incêndio começou, a família que mora na casa e um de seus cães conseguiram escapar, deixando os outros animais para trás.

(BBC)
Cão Leo após salvar os filhotes de gato
Os bombeiros encontraram Leo cuidando dos filhotes, que estavam em uma caixa de papelão, em um dos quartos da casa.

O cachorro já tinha perdido a consciência quando os bombeiros o tiraram da casa.

O animal teve que ser reanimado com massagem cardíaca, água e oxigênio, antes de reencontrar os filhotes

BBC

27/10/08

No Nepal, cães são enfeitados com flores durante festival


À direita, cão da polícia da raça Labrador lambe a boca após receber comida durante a celebração de um festival de cachorros em Kathmandu, no Nepal. À esquerda, um cachorro de rua é visto após um culto que ocorreu no evento. Nepaleses hindus em todo o país celebram o festival, oferecendo comida e enfeitando os cães em retribuição à obediência dos animais. (Foto: Gopal Chitrakar)


Cães da polícia da raça pastor alemão posam para fotografias com colares de flores em um festival de cachorros em Kathmandu, no Nepal. Nepaleses hindus em todo o país celebram o festival, oferecendo comida e enfeitando os cães em retribuição à obediência dos animais. (Foto: Gopal Chitrakar/Reuters)

Galinha adora 7 cachorros


Uma galinha adotou sete filhotes de cachorro, em Santa Cruz do Sul (RS). A dona-de-casa Marli Niedersberg, dona da propriedade onde vive a "família", diz que a ave protege os cãe

Os filhotes têm apenas um mês de vida. Foram abandonados pela mãe, que desapareceu depois do nascimento dos cães. Mas eles não podem reclamar de carinho e proteção. Esse papel a mãe adotiva cumpre muito bem.

A galinha passa quase todo o dia chocando os filhos. A asa da mãe é bem disputada. O lugar é ideal para tirar uma soneca, principalmente quando bate o friozinho.


A mãe protetora impõe respeito. Quando a família está reunida, nem o galo se atreve a chegar perto. “Ela bota as próprias galinhas pra correr. Ela pinica uma a uma e coloca todas para correr”, contou Marli.

Até o passeio pelo quintal é sob os olhares atentos da mãe, que só não consegue dar de mamar para os filhotes. “A gente coloca comida e eles comem”, disse a dona-de-casa.


Globo Ruaral

24/10/08

Confira dicas de primeiros-socorros para cães e gatos


Ingestão de algumas espécies de plantas pode causar irritação na mucosa de cães e gatos (Foto: Arquivo Arca/Lilian Fernandes)



Depois de ferimento na orelha, Homero teve que usar capacete para não coçar local (Foto: Arquivo Pessoal)


Acidentes domésticos com cães e gatos podem ser mais comuns do que se imagina. Além de quedas e atropelamentos, objetos pontiagudos e cortantes podem representar uma armadilha para animais de estimação.

Em filhotes, especialistas ressaltam a importância do cuidado com a ingestão de pequenos objetos. Vale lembrar também o perigo das queimaduras, choques elétricos e intoxicação.

De acordo com a veterinária Denise Saretta Schwartz, do Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo e professora doutora do departamento de clínica médica da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, os primeiros cuidados com um animal acidentado devem ser simples. “Em muitos casos é importante o uso do bom senso. Depois do primeiro atendimento é fundamental levar o animal a um veterinário, de preferência tendo ligado antes para que o veterinário se prepare para um atendimento específico”, afirma Denise ao G1

A prevenção também pode ser uma ótima saída para evitar seqüelas ao seu pet. Segundo o veterinário José Alfredo Dallari Junior, integrante do Projeto Veterinário Solidário da ONG Arca Brasil - Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal, deve-se evitar objetos pequenos ao alcance dos animais para que não sejam engolidos.

“É importante ter cuidado com varas de pesca e venenos para controle de ratos em locais de fácil acesso. No caso de gatos, que são escaladores, deve-se ter cuidado com janelas e objetos de vidro colocados sobre os móveis da casa”, afirma Dallari Junior. Vale lembrar que em casos de fraturas, o dono do animal não deve movimentá-lo e deve chamar imediatamente o atendimento médico.

O gato Homero, de 8 anos, foi recolhido das ruas de São Paulo há três anos. Há cerca de três meses, ele teve um ferimento na orelha causado, possivelmente, por um atropelamento. O gato foi encaminhado ao veterinário rapidamente e teve que tomar oito pontos no ferimento. Para evitar que Homero coçasse o local, ele utilizou um capacete durante cerca de um mês. Homero foi tratado ainda com uma pomada repelente, para evitar o contato de moscas com o ferimento.

Queimaduras

Em caso de queimadura por fogo, Denise orienta que o dono abafe as chamas com o auxílio de cobertores. Em seguida, devem ser colocadas compressas frias no local queimado. Jamais aplique pomadas ou pasta de dente na queimadura e encaminhe o animal rapidamente para o veterinário, com uma toalha molhada no local na queimadura. É importante que o dono não tente remover a pele queimada sozinho.

Choque elétrico

Choques elétricos são comuns, principalmente em época de natal, por conta das luzes que enfeitam as casas. Em caso de choque, não toque no animal para não levar um choque também. Se possível, tire o fio da tomada ou utilize um pedaço de madeira para afastar o animal do local do choque. Não dê nenhum medicamento ao cão ou gato e o encaminhe a um veterinário.

Plantas

A ingestão de algumas espécies de plantas pode causar irritação na mucosa dos animais. Quando ocorrem acidentes como esse, o dono não deve provocar o vômito no animal e nem dar medicamentos. Caso o animal esteja salivando, a orientação é dar água e lavar a boca do animal com água corrente. Ao levar seu pet para o veterinário, não se esqueça de levar a planta que causou irritação para facilitar o diagnóstico.

Produtos químicos

Lesões por produto de limpeza que caem sobre o animal podem causar queimaduras. Nesse caso, lave o local com água corrente fria por cerca de 15 minutos. Se o produto cair no olho do animal, o dono deve lavar o local com água corrente e solução fisiológica. Produtos em pó devem ser protegidos dos olhos, fucinho e boca do animal, e a maior parte possível do produto deve ser retirada pelo dono com um pano. Para agentes em pó, não molhe a boca do animal para evitar a absorção do produto e encaminhe o pet ao veterinário.

Medicamentos

Em caso de ingestão de qualquer tipo de medicamento, o dono deve levar o animal para veterinário o mais rápido possível, junto com a caixa do produto.

Chocolate

O consumo de chocolate, segundo especialistas, pode intoxicar o animal mesmo
em pequenas quantidades - chocolate meio-amargo apresenta maior concentração da substância que pode intoxicar. Portanto, evite dar chocolate ao seu cão. Caso o animal coma o alimento e fique agitado ou tenha vômitos, ele deve ser levado para o veterinário imediatamente.

Picada de inseto

Em caso de picada de inseto, o local deve receber compressa fria e com gelo para diminuir a absorção do veneno do inseto. É importante não dar medicamento, nem tentar arrancar o ferrão. O animal deve ser levado ao veterinário.

G1 Brasil/Bichos

20/10/08

Filhotes de gato são salvos de incêndio no Texas


Bombeiro da cidade texana de Corpus Christi, no litoral do estado, mostra um dos dois gatinhos resgatados de incêndio em apartamento nesta segunda-feira (20). O gato sofreu apenas ferimentos leves, incluindo bigodes queimados. (Foto: AP)


G1

Após polêmica, cão iraquiano adotado por militar americana chega aos EUA



Foto divulgada pela Sociedade Internacional de Prevenção à Crueldade contra Animais mostra a militar americana Gwen Beberg ao lado do cão iraquiano Ratchet. (Foto: AP)

O cãozinho iraquiano Ratchet chegou nesta segunda-feira (20) aos Estados Unidos depois de uma grande polêmica sobre sua viagem até o país. Adotado pela militar Gwen Beberg, que temia que ele fosse morto caso ficasse no Iraque, ele agora vai encontrar um novo lar no estado americano de Minnesota.

Ratchet chegou no aeroporto Dulles, em Chantilly, Virgínia, e deve passar dois dias em um canil antes de partir para sua nova casa, em Minneapolis

O caso de Ratchet provocou polêmica nos EUA.

Beberg e outro soldado resgataram o cão de um monte de lixo em chamas em maio. Eles o adotaram, e Beberg queria trazê-lo de volta com ela para os EUA.

Mas o Departamento de Defesa proíbe soldados de adotar animais de estimação durante missões.

O caso repercutiu, e milhares de pessoas assinaram uma petição online pedindo que o Exército dos EUA permitisse que o cãozinho embarcasse para os EUA com Beberg.

Até a congressista de Beberg, a democrata Keith Ellison, escreveu para o Exército pedindo que o caso fosse revisto.

Mas o caso só foi resolvido quando Terry Crisp, coordenador do programa Operação Filhotes de Bagdá, da Sociedade Internacional de Prevenção à Crueldade contra Animais, partiu para o país e conseguiu, por conta própria, embarcar Ratchet.

Segundo Crisp, os iraquianos encaram cães e gatos como aborrecimentos e portadores de doença, e soldados americanos adotaram animais, impedindo que eles sofressem abusos.

A Operação Filhotes de Bagdá disse que conseguiu transferir 50 cães e 6 gatos iraquianos para os EUA nos últimos seis meses.

G1

16/10/08

o paraíso dos gatos

Nos dias 18 e 19 de outubro, ocorre no Madison Square Garden, em Nova York, o 6° Campeonato de Gatos, da Cat Fanciers Association (associação dos amantes de gatos, em português). O evento conta com palestras de veterinários, e competições em diversas categorias, como beleza e a apresentação de truques.

A prova mais esperada é o Agility felino, em que os gatos passam por diversas situações arriscadas, como andar em cabos e saltar. Muitas empresas que comercializam produtos para gatos também marcam presença, e há um espaço dedicado para a adoção de bichanos abandonados. Confira as fotos!

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*Crédito: AFP Photo


Rev.Época

11/10/08

Após viajar 1.400 km, cão reencontra família com outro pet

Foi uma longa e cansativa jornada. Mas Pepper conseguiu retornar aos carinhos e cuidados de sua família, nos Estados Unidos --mesmo que os Carter já tivessem adotado outro cão em sua ausência.

Atlanta Journal-Constitution/Reprodução
Golden retriever Pepper (ao lado de um dos dois filhos de Liz Carter) viajou quase 1.400 quilômetros até reencontrar a família
Golden retriever Pepper (ao lado de um dos dois filhos de Liz Carter) viajou quase 1.400 quilômetros até reencontrar a família

O golden retriever de sete anos havia desaparecido na cidade de Atlanta (Geórgia) dois dias antes do Natal passado, enquanto os donos passavam férias no México. Pensando que o cachorro jamais voltaria, eles adotaram outro cão da mesma raça, que também havia se perdido e foi parar na carrocinha.

Nove meses depois, segundo o "Atlanta Journal-Constitution", a mãe, Liz Carter recebeu uma ligação: haviam encontrado Pepper. Ele estava em St. Petersburg, na Flórida, a quase 700 km de distância.

A identificação foi possível porque o golden retriever tem um microchip implantado sob sua pele, que forneceu os dados a um veterinário que resolveu checar se o cão possuía o dispositivo.

Dois dias depois da ligação, Liz foi até a Flórida e resgatou o cachorro, que percorreu novamente --desta vez, de carro-- todos os quase 700 km.

Em casa, toda a família se uniu novamente. Mesmo com um novo amigo, Pepper continuou como antes. "Ele rouba sapatos e os coloca exatamente no mesmo lugar em que costumava deixá-los", disse Liz ao jornal.

Folha Online

09/10/08

Cães brasileiros vencem Campeonato Mundial de Agility


Cães brasileiros venceram a disputa por equipes nas categorias mini e standard no Campeonato Mundial de Agility de 2008. Mais de 400 animais de 30 países participaram da competição, que foi realizada na Finlândia.

O técnico da seleção brasileira, José Luiz Filho, disse ao G1 que foi o melhor resultado do Brasil na competição. Antes, o Brasil só havia vencido uma única vez, em 2002, na categoria standard. No ano passado, o país ficou em terceiro lugar na categoria midi.

“Nós sabíamos que alguma coisa boa aconteceria, estávamos bem confiantes pelo trabalho que já vínhamos fazendo, mas dois pódios em primeiro lugar foi meio inacreditável”, afirma Luiz Filho. “Para nós foi gratificante. Apesar da viagem longa e cansativa até a Finlândia, deu tudo certo no final”, diz.


G1

Categoria mini também foi destaque no Mundial (Foto: Divulgação/CBA)

As equipes chegaram à Finlândia apenas três dias antes das provas, que aconteceram entre 26 e 28 de setembro. “Na véspera, tivemos um treino de 15 minutos para conhecer o local, sentir o piso e os obstáculos. Os equipamentos sempre são um pouco diferentes”, diz.

A vitória em duas categorias também tem um valor especial por ter sido conquistada na Finlândia, país onde o esporte é muito popular. Para Luiz Filho, o título pode ajudar a popularizar o esporte também no Brasil

“Nós temos muitos cães aqui, mas poucos praticam agility e poucas pessoas conhecem o esporte. Temos um potencial muito bom no Brasil, com excelentes cães e condutores”, diz.

Treino árduo
Segundo Luiz Filho, um dos fatores que contribuíram para o bom desempenho do time foi o treino específico. “Cinco meses antes de viajar, a seleção começou a fazer treinamentos semanais, com toda a equipe junta. Isso deu muita confiança”, diz.

Na Finlândia, esporte é muito popular (Foto: Divulgação/CBA)

O técnico contou que procura acompanhar o trabalho do árbitro que vai participar do Mundial. “Um ano antes, nós já sabemos quem será o juiz. Nós estudamos o circuito que ele gosta de montar e tentamos praticar em um similar”, afirma.


Entenda o esporte
Agility é um esporte voltado para animais que deve ser praticado junto com os donos. O cão percorre um circuito de obstáculos, que exige força, equilíbrio e agilidade. Tudo é acompanhado pelo dono, chamado “condutor”. Vence o cão que completar o percurso sem cometer faltas e no menor tempo.

Os animais sempre competem em provas que levam em conta seu tamanho e sua habilidade. De acordo com dados da Confederação Brasileira de Agility (CBA), existem cerca de 400 duplas competidoras no país.

08/10/08

Pássaros esportistas disputam Jogos Olímpicos em Shenyang, na China


A Ilha dos Pássaros em Shenyang, na China, divulgou a Olimpíada dos Pássaros, disputada por aves que praticam esportes como levantamento de peso, ciclismo e até basquete. A ilha é habitada por cerca de 30.000 pássaros.

G1

06/10/08

Fama de gata ferroviária movimenta US$ 10,4 milhões no Japão


A gata Tama virou uma celebridade no Japão em 2007, depois de ser nomeada chefe de estação pela companhia ferroviária Wakayama Electric Railway. Apesar de reconhecerem a fama do bicho -- que aumentou 17% o número de passageiros, trazendo 2 milhões de novos usuários --, os japoneses não tinham idéia de quanto dinheiro a gata movimentava até a divulgação de um estudo, na semana passada.

Somente em 2007 foram US$ 10,44 milhões, segundo o professor de contabilidade Katsuhiro Miyamoto, da Universidade de Kansai. Ainda de acordo com ele, responsável pelos cálculos, o dinheiro movimentado pela fama da gata tem importantes efeitos econômicos para o país. Com freqüência, Tama aparece em livros de fotos e propagandas na TV. Seu salário, no entanto, é limitado a ração.


Filha de um gato de rua, ela nasceu e cresceu nos arredores da estação Kishi, uma das dez estações da linha Kishigawa. Ela foi adotada por Toshiko Koyama, dona de uma mercearia vizinha. Quando assumiu o posto na companhia que estava registrando prejuízo, tinha sete anos. Hoje tem nove. Sua “contratação” atraiu curiosos e a empresa reverteu a situação, passando a lucrar.

"Tama é a única no cargo de chefe de estação desde que tivemos que reduzir os custos com pessoal", declarou Keiko Yamaki, porta-voz da Wakayama Electric.


Tama é pontual e educada. Ela se recusa a fazer as necessidades quando alguém está olhando. Por isso, tem um banheiro privativo. Ela também tem um escritório, que fica em uma antiga bilheteria reformada. Ela está escalada para participar de um documentário francês sobre gatos fantásticos ao redor do mundo.

G1





03/10/08

04 de Outubro Dia Mundial dos Animais


Dia Mundial dos Animais e de São Francisco de Assis

ORAÇÃO DOS ANIMAIS

Meu São Francisco de Assis
Protetor dos animais
Olhai por nós que rogamos
Vossa bênção e muita paz.

Olhai os abandonados
Sofrendo agruras nas ruas
E os que puxam carroças
Açoitados nas ancas nuas.

Pelos pobres passarinhos
Que não podem mais voar
Presos em rudes gaiolas
Só porque sabem cantar.

E as cobaias de laboratório
Que sofrem dores atrozes
Em experiências terríveis
Que lhes impõem seus algozes.

Pelos que são abatidos
Em matadouros insanos
Para servir de alimento
Aos que se dizem humanos

Olhai os que são perseguidos
Sem piedade nas florestas
Só por causa da ambição
Dessas caçadas funestas.
Pelos animais de circo
Que não têm mais liberdade
Presos em jaulas minúsculas
À mercê de crueldade.

Olhai os bois de rodeio
E os sangrados nas touradas
Barbárie e crimes impostos
Por pessoas desalmadas.

Pelos que têm de lutar
Até a morte nas rinhas
Quando o homem faz apostas
Em transações tão mesquinhas.

Olhai para os que são mortos
Nos macabros rituais
Em altares religiosos
Que usam sangue de animais.

Meu bondoso protetor
Oro a vós por meus irmãos
Para que sua dor e tristeza
Não sejam sofrimentos vãos

(Ivana Maria França de Negri)

Vizinha alega maus-tratos e ganha guarda provisória de cadela

Foto: Marlene Cavalcanti / Arquivo Pessoal

Vizinha diz que cadela Shakira era mal cuidada pelos donos (Foto: Marlene Cavalcanti / Arquivo Pessoal)

A cadela Shakira não é tão conhecida como a cantora homônima, mas está ganhando fama no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Alvo da disputa de vizinhos que vivem em prédios próximos, a briga pela posse da boxer foi parar na Justiça. Por enquanto, quem está levando a melhor na história é Marlene Cavalcanti, uma professora aposentada, que ganhou, liminarmente, o direito de acolher Shakira em sua casa. O objetivo agora é conseguir a guarda definitiva do animal.

Como tudo começou

A advogada Luciana Moisakis, que defende Marlene, diz que sua cliente resolveu procurá-la depois de observar da janela de sua casa que Shakira, um boxer de 6 anos, passava o dia inteiro trancada numa varanda. Segundo Luciana, a cadela não saía para passear e só recebia comida e água à noite, quando seus donos, Paulo e Cristiana Magessi, chegavam do trabalho.

Com uma câmera nas mãos, a moradora resolveu filmar o dia-a-dia do animal.

“Juntamos (no processo) várias imagens de filmagem em DVD para atestar que em vários períodos a cadela só ficava na varanda. Ela passava 24 horas do dia lá. Não entrava na casa nunca e a coleira ficava pendurada na parede. Caía temporal, a cachorra ficava sozinha na chuva. Temos filmagens das 7h da manhã até as 23h da noite. Ela ficava confinada todo esse tempo na varanda e dormia o tempo todo”, conta a advogada, que suspeita que o animal fosse dopado ou sofresse de depressão por ficar tanto tempo só.

Pouca comida e sem passeio

(Foto: Marlene Cavalcanti / Arquivo Pessoal)

A advogada conta, também, que o animal não era bem alimentado e quase não recebia carinho. “Um detalhe que faz toda a diferença é que se trata de um boxer, um cachorro que é grande. O lugar que ele (o dono) coloca comida é um pote de margarina. Uma para água e outro para comida. É muito pouco”. E mais: “Ela (Shakira) ficava enlouquecida querendo entrar e ele (o dono) não deixava. Não fazia carinho. Era bem ríspido. Quando ela vinha, ele a mandava sair de perto. Nem as crianças (os filhos do dono) eram carinhosas. Numa das filmagens aparece uma delas dando um tapinha na cadela, repreendendo”, argumenta.

Luciana explica que não só Marlene, mas outros vizinhos tentaram, em vão, interceder em favor da cadela. “O movimento começou em abril, não só por ela (Marlene), mas por outros vizinhos. Uma outra vizinha fez uma denúncia no Juizado Especial Criminal da Barra e teve até manifestação”, enumera.

A defesa da professora afirma que Shakira está se adaptando muito bem a nova vida. Desde que se mudou, na terça-feira (30), ela recebe os carinhos da família e sai freqüentemente para passear. A partir da segunda-feira (6), Shakira vai começar a freqüentar um spa, onde vai praticar agility - um esporte baseado no hipismo em que o cão, conduzido por seu dono, pula obstáculos e salta distâncias. Além de uma nova família, a cadela ganhou também a companhia de um basset, o outro cachorrinho de Marlene.

O outro lado

O advogado Roberto Wilson Cardoso, que representa os donos da cadela, disse que “a parte ré ainda está preliminarmente analisando o processo. Por uma questão pura e simples de ordem legal". E acrescentou: "estou tomando ciência do processo hoje. Vou ter que primeiro dar avaliada para depois expor alguma coisa pra você. Qualquer coisa que eu disser vai se tornar prematuro”.

Ele adianta, no entanto, que as “alegações da parte ré são infundadas”. Segundo ele, os donos sempre trataram o animal bem, “com o cuidado que se espera num tratamento a um animal caseiro”.

Sobre as imagens feitas pela vizinha ele limitou-se a comentar o seguinte: “Isso é tudo questionável dentro do processo. Não vi as imagens. Elas têm que ser objeto da minha apreciação. Tenho o direito de impugnar aquilo que eventualmente é juntado como prova. É um direito constitucional, o direito da ampla defesa e do contrário, previsto na Constituição Federal. Sem analisar, não tenho como avaliar. Primeiro vou analisar (as imagens) e ver se há necessidade de perícia”, defendeu.

G1