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28/07/2011

Coreia do Sul anuncia ter criado cão modificado geneticamente que brilha

A cadela Tagon e seus filhotes (Foto: Reuters)

Cientistas da Coreia do Sul afirmaram na quarta-feira (27) que criaram um cão que brilha, usando uma técnica de clonagem que pode ajudar a curar doenças em humanos, como os males de Alzheimer e Parkinson. A informação é da agência Yonhap.

Uma equipe da Universidade Nacional de Seul disse que a beagle fêmea, batizada de Tegon e nascida em 2009, fica com um brilho verde fluorescente sob luz ultravioleta, quando toma um certo tipo de antibiótico, a doxiciclina

Dois anos de testes foram feitos. A habilidade de brilhar pode ser "ligada e desligada", adicionando-se ou não a droga à comida da cadela.
"A criação de Tegon abre novos horizontes, uma vez que o gene injetado para fazer a cadela brilhar pode ser substituído por genes que causam doenças graves em humanos", disse Lee Byeong-chun, o pesquisador-chefe, segundo a agência.

Ele disse que o cão foi criado usando tecnologia de tranferência de material nuclear de células que a universidade usou para fazer o primeiro cão clonado do mundo, Snuppy, em 2005
Segundo ele, como há 268 doenças em comum entre humanos e cãos, criar cães que mostram esses sintomas artificialmente pode ajudar a criar tratamentos para doenças que afligem os humanos.
A pesquisa tomou quatro anos e gastou US$ 3 milhões, segundo a Yonhap. Os resultados saíram na publicação internacional 'Genesis'.

Patinha de Tagon 'brilha' quando submetida a luz ultravioleta (Foto: Reuters)
 
Via Reuters

14/12/2010

Vira-lata passa por terapia com células-tronco

Paciente zero: o vira-lata Nego foi o primeiro animal a passar pela terapia com células-tronco para tratar uma aplasia medular

Aos dois anos de idade, Nego era um vira-lata de pelo preto felpudo (daí seu nome) brincalhão e irriquieto. Por isso, sua dona, a corretora imobiliária Patrícia Barbosa, de 29 anos, estranhou ao vê-lo sem apetite e recolhido aos cantos. Exames feitos no fim do ano passado revelaram uma aplasia medular, ou “doença do carrapato”, condição gerada por um parasita que interrompe a produção de células sanguíneas pela medula óssea. Seis meses de tratamentos e transfusões de sangue depois, o futuro não era promissor para Nego. Foi quando sua veterinária soube que o hospital veterinário Sena Madureira iniciaria os testes com células-tronco. “Não tinha mais para onde correr. Se não fosse por isso, ele não estaria mais aqui”, diz Patrícia. Hoje, é possível esbarrar com o vira-lata ao lado da dona em suas caminhadas pelas ruas de Itapecerica da Serra.

Nego foi o primeiro paciente de uma terapia inédita no país. Células-tronco são como peças curingas de nosso corpo: em embriões, elas se transformam em todas as outras células que compõem órgãos, ossos, nervos, vasos, músculos e sangue. Graças a essa versatilidade e à capacidade de se multiplicar infinitamente, elas também ajudam na renovação de organismos adultos. Daí seu potencial para recuperar lesões e doenças crônicas. O uso terapêutico foi cogitado no início do século XX, mas as evidências de que funcionaria só vieram a partir dos anos 1960.

Os tratamentos emperraram na polêmica da obtenção dessas células. A coleta feita no primeiro estágio de desenvolvimento de um embrião o destrói, o que gera protestos de religiosos e conservadores. Os cientistas contornaram esse obstáculo ao encontrar essas células também em tecidos adultos, como a gordura. Em outubro, mais de um século depois de sua descoberta, as células-tronco embrionárias humanas começaram a ser testadas como tratamento. “Ainda há muitas questões abertas, porque há muitos tipos de células-tronco. É preciso entender qual é o melhor para qual doença, o melhor jeito de aplicá-las no organismo, como evitar rejeição”, diz Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano.

Alheia à polêmica, a terapia celular veterinária avançou bastante, graças aos testes em animais. Tratamentos de cães e gatos com problemas ortopédicos e de articulação são realizados nos Estados Unidos desde 2008 e custam em torno de US$ 3 mil. “Na veterinária, não há transplante, pois há muita rejeição de órgãos. Esse tipo de terapia pode ser uma alternativa”, diz Mário Marcondes, diretor clínico do hospital veterinário Sena Madureira.

Desde maio, o hospital faz triagem de animais para testar o uso de células-tronco como tratamento para doenças cardíacas, insuficiência renal, lesões na coluna e aplasia medular, em parceria com a empresa de biotecnologia CellVet. Mas só para bichos em estado terminal e que já tenham feito todos os tratamentos possíveis. Ao todo, 80 animais serão submetidos aos testes. O animal aprovado passa por três sessões mensais, em que são injetados 2 bilhões de células-tronco. Uma vez em contato com o tecido danificado do organismo do animal, as células podem vir a promover sua recuperação.

Após as aplicações, o paciente é avaliado a cada 15 dias, por seis meses, por uma equipe multidisciplinar de 30 pessoas. O tratamento ainda é experimental e, por isso, gratuito. Não há garantia de um bom resultado. Mas os primeiros testes se mostram promissores. “Já temos algumas reações positivas, mas precisamos avaliar por mais tempo para ter certeza de que houve recuperação completa”, afirma Marcondes. Nego é um bom exemplo disso.

por Rafael Barifouse
Época São Paulo

20/11/2010

Pinguim com bico quebrado recebe prótese em zoo de Niterói

O pinquim "Tungo" antes e depois da cirurgia
no bico (Foto: Roched Seba / Divulgação )

O pinguim apelidado de "Tungo" por funcionários do zoológico de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, passou por uma cirurgia na tarde de sexta-feira (19) para recompor o bico quebrado em agosto. Segundo o zoológico, a ave ficou presa na hélice de um barco. O acidente aconteceu em Búzios, na Região dos Lagos.

Neste sábado (20), "Tungo" já se alimenta normalmente. Após a cirurgia, o pinguim recuperou sua capacidade de pinçar os alimentos. Anteriormente, ele precisava que os veterinários segurassem o peixe.

Especialista do zoo estudam a possibilidade de polir e pintar o bico do animal, que ficou esbranquiçado pela prótese de resina implantada. A nova intervenção seria apenas por questões estéticas.
Após se recuperar, a ave será transferida, com outros 29 pinguins, para o Monterey Bay Aquarium, na Califórnia, EUA, onde está sendo realizado um programa de reprodução em cativeiro da espécie que hoje encontra-se na lista de animais ameaçados de extinção.

  fonte > Liana Leite 
Do G1 RJ

29/03/2010

Professor do Senai cria sistema para monitorar animais


Prof. Rodrigo de Souza Jacomini  (foto arquivo pessoal)



Os animais de estimação, como cães e gatos, cada vez mais têm sido tratados como pessoas da família e o mercado pet da mesma forma tem investido em produtos e serviços para tornar a vida desses bichinhos mais saudável, cheia de conforto e muitos mimos. E as estatísticas comprovam o crescente investimento dos proprietários no bem-estar dos seus companheiros caninos e felinos, principalmente.

E foi pensando em melhorar ainda mais essa relação de afeto entre as pessoas e seus animais domésticos que o professor Rodrigo de Souza Jacomini, do curso de Mecatrônica da Escola Senai Gaspar Ricardo Júnior, de Sorocaba, criou um sistema de monitoramento e controle de água e ração, via web, para os animais de estimação.

O projeto conquistou a Medalha de Bronze na etapa estadual (270 concorrentes) e a Medalha de Prata (2º lugar), na fase nacional do Inova Senai, competição de tecnologia e inovação realizada na sede do Riocentro, no Rio de Janeiro, entre os dias 10 a 13 deste mês. Foram 132 inscritos de todo o País e 40 selecionados para a final, informa o professor.

Personal Web Pet

Explica Jacomini que o seu invento - denominado Personal Web Pet - nasceu de uma idéia simples e teve como cobaia a sua própria cachorra, da raça Lhasapso, chamada Cristal. Por meio de uma câmera de vídeo, conectada à internet, é possível observar o animal enquanto ele fica sozinho em casa, dosar a quantidade de ração e de água e, ainda, iluminar o espaço onde ele se encontra.

Ressalta o professor que o sistema oferece comodidade a todas as pessoas que possuem algum tipo de animal de estimação, permitindo maior interação entre o dono e o animal em situações que se faz necessário viajar e ficar distante da residência. E acresce um benefício muito importante que é a segurança do animal e da residência, pois não é necessária a interferência de terceiros, afirma.

Assim, de um computador instalado num escritório, de um notebook ou mesmo de um celular (desde que tenha acesso à internet), é possível ao dono do animal alimentá-lo, conversar e interagir com ele, de qualquer parte do mundo e a qualquer momento.

Recursos tecnológicos

Informa o professor Jacomini que para o funcionamento do sistema é necessário um computador que suporte a placa de captura de vídeo com porta paralela; uma placa de captura de vídeo com suporte à internet; uma câmera de monitoramento colorida, uma fonte de 12 volts para a câmera de vídeo, dosagem de ração e água, um sistema de dosagem de água, um sistema de dosagem de ração, conexão com a internet banda larga com, no mínimo 1 Mbps, uma placa desenvolvida para atender o projeto com relés e conexão com a porta paralela e um software desenvolvido para atender o sistema.

Calcula Jacomini que todo o equipamento custe em torno de R$ 2 mil, mas o proprietário do animal pode instalar quantas câmeras quiser e adequar o sistema às necessidades de monitoramento dos seus bichos. Agora o professor irá patentear o seu invento.

Ele lembra que no mercado há alimentadores automáticos controlados por temporizadores (timers), cuja dosagem é feita pelo próprio alimentador. Mas ressalta que o Web Pet está capacitado para fazer a dosagem de ração e água, além de manter a iluminação do ambiente onde o animal se encontra. E todo esse controle é feito através de um software específico que tem um mecanismo de comunicação com o alimentador, via web. Além disso, o sistema possibilita o escoamento total da água e a sua renovação, enfatiza Jacomini.

O professor detalha, ainda, que para atender as necessidades do animal, no tocante à alimentação e água, basta o dono acionar o botão correspondente à cada função existente no software. Ao ser pressionado pelo mouse, irá acionar via porta paralela do PC, o relé específico, que pode ser da água, da ração ou da luz. Basta para isso a pessoa estar concectada remotamente através de um computador ou celular e abrir o sistema Personal Web Pet.

Reconhecimento

O projeto está estruturado em três áreas do conhecimento, como informática, mecânica e eletroeletrônica, com aplicações de automação residencial e industrial. Para o autor do projeto, as premiações representam o reconhecimento do trabalho e estimula os alunos do Senai a também investirem em novos conhecimentos tecnológicos.

O diretor do Senai/Sorocaba, professor Jocilei Oliveira, reforça as considerações de Jacomini e acrescenta que os prêmios conquistados pela unidade local no Inova Senai demonstram o espírito de equipe que norteia o trabalho do Senai, aliado à estrutura de equipamentos e processos de que dispõe a escola para respaldar projetos desse nível. A inovação é a razão de crescimento das empresas. O conhecimento só tem valor se pode ser compartilhado e trazer benefícios para a sociedade e provocar estímulos nos alunos para que também invistam em novos processos e novos produtos tecnológicos, afirma Oliveira.


fonte> Jornal Cruzeiro do Sul









18/03/2010

Análises de DNA indicam que cachorros surgiram no Oriente Médio

imagem da internet
Dos poodles franceses aos pastores alemães, os cachorros domésticos tiveram seus antepassados rastreados e a descoberta é que esses animais surgiram no Oriente Médio há cerca de 12 mil anos e não no leste asiático como indicavam estudos anteriores. A conclusão é de uma análise genética divulgada nesta quarta-feira (17).

Os resultados, publicados na edição online da revista científica Nature, são baseados em um registro arquelógico que indica forte ligação entre a domesticação de cães no Oriente Médio e o surgimento da civilização humana.

Robert Wayne, professor de biologia evolutiva da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e coordenador do estudo, explicou a pesquisa.

- A revelação é importante porque é o mesmo lugar onde se desenvolveu a civilização e os cachorros foram parte disso.

Segundo o especialista, a região de origem dos cachorros é o Crescente Fértil – que inclui grande parte do atual Iraque, Síria, Líbia e Jordânia –, mesma área onde surgiram os gatos domésticos e muitos outros animais, além de ser o berço da agricultura.

A análise foi feita a partir de comparações genéticas entre mais de 900 cachorros de 85 raças e 200 lobos – o parente vivo mais próximo dos cães selvagens – de todo o mundo, incluindo a América do Norte, Europa, leste asiático e Oriente Médio.

Até hoje, esse foi o maior nível de detalhamento para um estudo desse tipo. Usando técnicas de genética molecular, cientistas analisaram mais de 48 mil sequências de DNA dos animais incluídos na pesquisa.

A maioria dos cachorros tinha ligações genéticas com lobos do Oriente Médio e não com outras populações desses animais. Pequena quantidade da amostra tinha ainda laços genéticos com raças do leste asiático e com lobos da China, o que sugere uma mistura entre os grupos.

Um levantamento anterior mostrava a origem dos cães no Leste Asiático e na China.

- Sabemos que os cães do Oriente Médio estavam intimamente associados com os homens porque foram encontradas ossadas dos animais em cemitérios humanos.

Embora a agricultura e a pecuária caminhem lado a lado, os primeiros povos a domesticar lobos selvagens como os cães provavelmente eram caçadores nômades que foram seguidos à distância por caninos intrusos.

O pesquisador explicou que a relação amadureceu ao longo de milhares de anos.

- Até que se chegou a uma extrema proximidade. Muitas vezes [os cães] eram mais incômodos do que companheiros. Eventualmente, os cachorros proporcionavam proteção, um eficaz sistema de alerta, ajuda durante a caça, até oferecer companhia.
 
Do R7, com Reuters

27/01/2010

Gata de oito anos recebe prótese de joelho após acidente

Depois de dois dias de busca, a inglesa Louise Morris encontrou sua gata Missy, de oito anos, deitada em um arbusto. Ela estava com uma perna quebrada em oito partes e o joelho da outra perna deslocado. Apesar do estado da gata, Louise não desistiu, e conseguiu veterinários dispostos a fazer a primeira prótese de joelhos para um gato.


A prótese foi feita em aço inoxidável e pesa cerca de 150 gramas. Ela foi desenhada especialmente para Missy, de acordo com o tamanho de seus ossos e mantendo a flexibilidade dos movimentos. (Foto: Photo by Gretel Ensignia - Barcroft Media/Getty Images)


Missy, de oito anos, teve que ser tosada para receber a prótese. Depois de quatro meses de tratamento, a gata pôde voltar para casa com o joelho 'novo'. (Foto: Gretel Ensignia - Barcroft Media/Getty Images)

G1>Ciência e Saúde

04/11/2009

Bezerro ganha próteses nas duas patas traseiras nos EUA



Um bezerro ganhou próteses após perder as duas patas traseiras por congelamento no Colorado, nos EUA. (Foto: AP photo/Courtesy of Colorado State University)

De acordo com a Colorado State University, esta foi a 1ª vez que um bezerro ganhou a prótese dupla. Um grupo de 15 pessoas, entre professores e estudantes de veterinária, realizou a cirurgia de reabilitação do animal. Após a operação, o bezerro voltou para a casa da família Burton, no Novo México. (Foto: AP photo/Courtesy of Colorado State University) 

fonte: G1

03/06/2009

Cães e outros animais podem realmente sentir remorso, sugerem estudos

Se você tem um cachorro, especialmente um que tenha molhado seu tapete favorito, você sabe que um animal é capaz de se desculpar. Ele consegue choramingar, se arrastar, enfiar o rabo entre as pernas e parecer absolutamente mortificado – “Não sei o que deu em mim”. Mas será que ele está realmente pesaroso? Poderia um animal sentir dores verdadeiras de arrependimento? Cientistas já desdenharam dessa ideia como um tolo antropomorfismo. Eu costumava me identificar com os céticos que descartavam esse tipo de pesar como variações das lágrimas de crocodilo.

Os animais pareciam ocupados demais pensando na próxima refeição para afundarem-se em auto-recriminação. Se animais velhos tivessem uma canção, ela seria “My Way”. Entretanto, enquanto aparecem, cada vez mais, novos relatos – coiotes aparvalhados, macacos arrependidos, tigres que cobrem seus olhos em remorso, chimpanzés que repensam suas escolhas –, mais eu penso se os animais entregam-se à sensação de culpa.

Seu cachorro pode não compartilhar da complexa melancolia de Hamlet, mas pode ter algo em comum com Woody Allen. Os dados mais recentes vêm de imagens neurais de macacos tentando ganhar um prêmio de suco ao adivinhar onde ele estava escondido. Quando os macacos faziam a escolha errada e lhes era mostrado o local correto do prêmio, os neurônios em seus cérebros registravam claramente o que poderia ter acontecido, de acordo com neurobiólogos da Universidade Duke, que recentemente relataram o experimento na revista "Science".

Primeira evidência

“Essa é a primeira evidência de que macacos, assim como pessoas, têm pensamentos do tipo ‘teria, poderia’”, disse Ben Hayden, um dos pesquisadores. Outro dos autores, Michael Platt, apontou que os macacos reagiam a suas perdas trocando suas escolhas subsequentes, exatamente como humanos reagem a uma oportunidade perdida através da troca de estratégia. “Posso imaginar muito bem que o arrependimento seria altamente vantajoso evolutivamente, contanto que não haja obsessão a respeito dele, como na depressão”, disse Platt. “Um macaco sem arrependimento poderia agir como um psicopata ou um Dom Quixote símio”.

Em experiências anteriores, tanto chimpanzés quanto macacos, que trocaram chaveiros por pepinos, reagiram negativamente assim que viram que outros animais estavam ganhando um prêmio mais gostoso – uvas – pelo mesmo preço. Eles fizeram sons irritados e algumas vezes atiraram os pepinos ou os chaveiros, relatou Sarah Crosnan, psicóloga da Universidade Estadual da Georgia. “Acho que animais realmente sentem arrependimento, quando definido como o reconhecimento de uma oportunidade perdida”, disse Brosnan. “Na natureza selvagem, essas habilidades podem ajudá-los a reconhecer quando eles devem sair para caçar em diferentes áreas ou buscar um parceiro de ajuda capaz de dividir os prêmios de forma mais justa”.

Ninguém sabe exatamente, é claro, como esse sentimento de remorso afeta um animal no lado emocional. Quando vemos um cachorro se arrastando e nos olhando por baixo, gostamos de deduzir que ele esteja sofrendo como nós mesmos após uma gafe. Todavia, talvez ele esteja apenas nos enviando um útil sinal: eu errei.

Entre ter e saber

“É possível que esse tipo de sinal social em animais possa ter evoluído sem a experiência consciente do arrependimento”, disse Sam Gosling, psicólogo da Universidade do Texas, em Austin. “Mas parece mais plausível que haja algum tipo de experiência consciente, mesmo que não seja do mesmo tipo que eu e você sentimos”. Marc Bekoff, um ecólogo comportamental da Universidade do Colorado, diz estar convencido de que animais sentem dores emocionais por seus erros e oportunidades perdidas.

“Em “Wild Justice”, seu novo livro, escrito numa parceria com a filósofa Jessica Pierce, Bekoff relata milhares de horas de observação de coiotes na vida selvagem, além de cachorros domesticados em liberdade. Quando um coiote recuava após ser mordido forte demais durante uma brincadeira, o coiote ofensor imediatamente se curvava para reconhecer o erro, disse Bekoff.

Se um coiote era evitado por brincar injustamente, ele se arrastava pela área com as orelhas levemente para trás, cabeça baixa e rabo entre as pernas, alternadamente se aproximando e se retirando do grupo de animais. Bekoff disse que os coiotes arrependidos o faziam lembrar-se dos animais não-populares em torno do perímetro de parques de cachorros. “Esses animais não são tão emocionalmente sofisticados quanto humanos, mas precisam saber o que é certo e o que é errado – pois essa é a única maneira pela qual grupos sociais podem funcionar”, disse. “O arrependimento é essencial, especialmente no mundo selvagem.

Humanos são muito misericordiosos com seus animais de estimação, mas se um coiote selvagem fica com uma reputação de trapaceiro, ele é ignorado ou banido, e acaba deixando o grupo”. Bekiff descobriu que, uma vez que o coiote está sozinho, seu risco de morrer jovem aumenta em quatro vezes. Se nossos animais de estimação sabem como somos moles, talvez seu arrependimento seja basicamente uma atuação para nos enganar.

Mesmo desta forma, gosto de pensar que alguma coisa do pesar é real, e que pesquisadores ainda conseguirão compilar uma lista dos 10 Maiores Arrependimentos de Bichos. Eu gostaria de, pelo menos, ver os pesquisadores abordarem algumas das grandes questões não-respondidas: Quando você está brincando de “vá buscar” com um cachorro, quanto arrependimento ele sente quando lhe traz a bola de volta? Seria a mesma quantidade de quando ele termina o jogo em posse dela? Animais vândalos sentem dúvidas morais? Depois de ver tapetes, malas e móveis destruídos por meus bichos, não acho que a evolução tenha favorecido os animais com qualquer senso de direito de propriedade.

Todavia, me sinto encorajado pelas histórias de vândalos pesarosos no livro de Eugene Linden sobre comportamentos animais, "The Parrot's Lament”. Ele fala de um jovem tigre que, após destruir todas as árvores recém-plantadas num zoológico na Califórnia, cobriu seus olhos com as patas quando o funcionário chegou. Há também os chimpanzés fêmeas do zoo de Tulsa, que se aproveitaram de um projeto de renovação para roubar os suprimentos dos pintores, vestir luvas e pintar seus bebês de branco sólido.

Quando confrontados pelos funcionários furiosos, as mães correram para longe, retornando mais tarde com presentes de paz e bebês já sem a tinta. Quão esdrúxula é Síndrome de King Kong? Gorilas machos e fêmeas se tornaram tão apreciadores dos funcionários que cuidam deles, além de demonstrarem abertura sexual – um deles até mesmo tentou arrastar uma funcionária pelo cabelo. Após a recusa inevitável, será que eles temem haver arruinado uma linda amizade?

Será que gatos de estimação se arrependem de alguma coisa?


John Tierney Do 'New York Times'
G1 globo.com

27/05/2009

Japoneses criam macaquinho transgênico que brilha no escuro

Primeira geração de macacos transgênicos: solas das patas brilham sob luz ultravioleta (Foto: E.Sasaki et al 2009 )


O mais novo mamífero a brilhar com uma cor verde fluorescente no escuro é o sagui ou mico-estrela (Callithrix jacchus), um dos macacos mais comuns do Brasil. Pesquisadores liderados por Erika Sasaki, do Instituto Central de Animais Experimentais do Japão, apresentaram os bichinhos (cujas solas das patas brilham sob luz ultravioleta) na edição desta semana da revista científica "Nature".

O objetivo da pesquisa é descobrir maneiras de transformar os saguis em modelos de doenças humanas, introduzindo modificações genéticas neles que imitem os problemas de saúde de pessoas. Por serem primatas e, portanto, mais aparentados aos seres humanos do que camundongos e outros roedores, os saguis oferecem maneiras mais precisas de simular doenças ainda pouco compreendidas. O fato de os bichos se reproduzirem relativamente rápido -- ficam maduros sexualmente com um ano e produzem gêmeos após gestações rápidas -- também aumentou seu interesse, dizem os pesquisadores.

A cor verde fluorescente não serve apenas para chamar a atenção. O gene que a produz, oriundo de uma água-viva, normalmente é ligado ao gene que realmente interessa para os pesquisadores -- um trecho de DNA que produz certa doença, por exemplo. Se o animal brilha no escuro, é sinal de que ambos os genes, o da cor e o de interesse, estão ativos no bicho, indicando que o experimento foi um sucesso.

fonte: G1

07/05/2009

Cadela mais velha do mundo faz 21 anos

A cadela considerada a mais velha do mundo completou 21 anos na quarta-feira (6).
A dachshund Chanel ganhou uma festa em Nova York, com direito a bolo e registro no Livro Guinness dos Recordes.
A dachshund Chanel, de 21 anos, de óculos escuros por causa da catarata. (Foto: BBC)


Chanel 'assopra as velinhas' em Nova York. (Foto: BBC)


Segundo cientistas, a idade do animal corresponde a 147 anos no ciclo de vida humano.
Denice Shaugnessey, dona de Chanel, conta que o segredo da longevidade da cadela está na maneira como ela é tratada.

"Eu cuido muito bem dela e trato-a como um membro da família, como uma pessoa", afirmou.
O único problema de saúde de Chanel é uma catarata, manifestada no ano passado. Por isso, a cadela está sempre de óculos escuros.

G1 - Ciência e Saúde

28/04/2009

Coreanos criam cãezinhos clonados e transgênicos que brilham no escuro

O filhote no escuro, com seu brilho transgênico (Foto: AP/Universidade Nacional de Seul)


Na luz normal, ele é indistinguível de qualquer outro cãozinho (Foto: AP/Universidade Nacional de Seul)

Pesquisadores da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, anunciaram a criação de uma ninhada de cãezinhos da raça beagle que são, ao mesmo tempo, clones e transgênicos. Os filhotes receberam um gene que contém a receita para a produção de uma proteína fluorescente vermelha, a qual brilha no escuro. A intenção dos cientistas é usar a técnica para produzir cães que sirvam como modelo para estudar doenças humanas.
Da Associated Press
do G1

07/03/2009

Injeção no testículo de cães substitui castração cirúrgica

Medicamento promete deixar cães inférteis sem necessidade da tradicional cirurgia
(Foto: Divulgação)


Uma injeção que deixa os cães machos inférteis sem a necessidade de cirurgia surge como uma alternativa para donos de pets que consideram cruel a castração tradicional. A nova droga foi lançada no início do mês, em São Paulo. A veterinária e diretora da empresa que desenvolveu o medicamento, Maria José Simões de Freitas, explicou ao G1 que o animal recebe uma injeção do medicamento em cada testículo. “O produto é feito à base de zinco, que é a substância usada pelas células dos testículos para a produção de espermatozóide. Com o excesso, o organismo não consegue mais produzir espermatozóides. As células acabam atrofiando e não há mais a produção”, disse.

Segundo Maria José, com uma única dose, a eficácia do medicamento foi constatada em 72% dos animais após 30 dias. Dependendo de cada animal, entre 30 e 60 dias, é recomendada uma nova aplicação para a total atrofia dos testículos.

“O veterinário responsável pela aplicação vai avaliar se o animal precisa ser sedado para a aplicação do produto, que é feita por uma injeção. Geralmente, é dispensável quando os animais não são agressivos”, disse Maria José, que garante que durante o processo de atrofia também não há dor. “O cão não sente porque é um processo muito lento, leva cerca de 60 dias até a atrofia total.” O esterilizador químico, que se chama Infertile, foi desenvolvido no Brasil pelo Centro de Planejamento de Natalidade Animal (CPNA). O produto foi testado por seis anos e teve a comercialização liberada pelo Ministério da Agricultura no fim de 2008. Por enquanto, é aplicado apenas em machos. A empresa afirma que o medicamento não tem contraindicação nem provoca efeitos colaterais. Todo o procedimento deve ser feito por um médico veterinário.

Sem reação
Dona de um abrigo que cuida de 700 cães abandonados em São Paulo, Carmem Salas usou a injeção em seis animais há 15 dias. Segundo Carmem, eles não tiveram reações colaterais. “Quando é feita a castração tradicional, alguns bichos ficam doloridos, têm inchaços, passam alguns dias sem comer e precisam usar capacete para não coçar. Com a injeção, eles ficaram normais e já estão com os outros, no canil”, disse Carmem.

Doação para ONGs
Até o dia 20 de março, o CPNA vai doar o medicamento para secretarias municipais interessadas e ONGs que cuidam de animais e desejam realizar a castração. O produto já está sendo vendido a R$ 30 para veterinários e a R$ 10 para ONGs. Os responsáveis por ONGs podem entrar em contato com a empresa pelo e-mail: info@infertile.com.br ou telefone (11) 5631-0888.

Cautela
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou, em nota, que ainda está avaliando a possibilidade de utilizar a substância junto com laboratório fabricante.

Segundo a secretaria, ainda serão realizados testes, pela Vigilância Sanitária, para verificar a segurança e eficácia do produto, bem como a sua utilização em mutirões de castração. As castrações cirúrgicas de cães e gatos machos e de fêmeas continuam.

G1 Brasil Noticias
Luciana Rossetto

17/01/2009

O "orkut" dos animais


Depois que entrou em um site de relacionamento, Pako ganhou vários amigos. Como em qualquer site desse tipo, a página de Pako traz fotos e a descrição de suas características. De acordo com seu perfil, Pako é “brincalhão, amigo, alegre e tem bom porte físico”. Ali também está escrito que ele gosta de passear de carro e ir à pracinha, e que sua brincadeira preferida é “deitar no sofá”. Através do site, Pako recebe e envia recados, nos quais se despede com “patabraços” e “lambeijocas”, quando se comunica com seus “amicães”. É natural: Pako é um cão de 2 anos da raça golden retriever. Sua página fica em uma rede social para animais de estimação, a PlugPet, criada por seu dono, Roberto Fornasaro.
Assim como Pako, milhares de totós e bichanos têm perfis na web. A primeira rede social de animais foi a Dogster, criada nos Estados Unidos, em 2004. Mas, como a Dogster era restrita ao público canino, logo surgiu uma versão felina, a Catster. A novidade fez sucesso. Em 2005, a Dogster ganhou o Webby, o principal prêmio americano de sites de conteúdo, na categoria de melhor site de comunidade.

No Brasil, a primeira rede animal foi a Petkurt. Criada em 2006, conta hoje com 200 mil “membros”. Outras duas redes vieram em seguida, a PlugPet e a Orkupet. Esta última tem nove meses e 50 mil “usuários” cadastrados. Não são apenas cães e gatos. Há papagaios, hamsters, cavalos, cobras e lagartos. As páginas dos bichos têm suas fotos e detalhes pessoais, para sabermos se eles gostam de crianças ou se são antissociais, o que gostam de comer e qual brincadeira preferem. Como em qualquer rede, há comunidades com animais que têm os mesmos gostos e afinidades. Exemplos são “Adoro dormir na cama do meu dono”, “Fico de pé na pata traseira” ou “Fico triste sozinho”.

Muitos donos acham que seus animais pensam. Nessas redes, há espaço para expressar essa fantasia

O que há de divertido em criar um site pessoal de seu animal de estimação? Afinal, até prova em contrário, os únicos seres racionais com capacidade cognitiva para visitar um site somos nós, o Homo sapiens. Para os donos das mascotes, a diversão é incorporar o espírito dos bichos, escrevendo como se fossem eles. Assim, a dona de um pequinês não avisa as amigas que vai viajar para a praia. Quem dá o recado é a Fifi: “Minha mamãe vai viajar semana que vem e vai me levar. Ela não entrará na internet nos próximos dias”.

As redes sociais animais servem para conectar pessoas. Elas proporcionam s uma série de serviços aos donos de animais. A PlugPet tem um canal para tirar dúvidas, respondidas por um veterinário e um adestrador. Há também um mural para achar bichos para compra e adoção. No caso da procura de animais para procriação, a vantagem é poder escolher o “namorado” ou a “namorada” olhando as características em seu perfil.

O web designer Alexandre Domingues diz que criou o Petkurt para obter informações sobre as calopsitas, os passarinhos da Austrália que viraram mania entre os colecionadores. Quando comprou sua calopsita, Domingues não sabia como criá-la. “O site preencheu um vazio que sentia como dono de um bicho”, diz. “No Orkut há muitas comunidades de animais, mas quem busca uma informação precisa não acha. Com o Petkurt, conheci criadores de aves e achei as informações que buscava. Hoje, recebo dúvidas dos usuários e posso respondê-las.” Da experiência com as calopsitas, foi um passo para o web designer criar uma rede social animal como as americanas.

Fornasaro diz que o sucesso da PlugPet se deve à necessidade dos donos de se relacionar e fazer amizades. “É mais fácil fazer amizade por intermédio do bicho de estimação. Meu cão é mais popular que eu”, diz. “Sou tímido. É raro escrever para um amigo ‘eu te amo, é muito bom ter sua amizade’. Já no perfil dos meus cachorros, isso é normal.”
César Ades, do Instituto de Psicologia da USP, é especialista em comportamento animal. Segundo ele, esse uso do bicho como meio de expressão mostra a dificuldade de seus proprietários de se relacionar. “As pessoas perdem a vergonha. Ficam mais afetivas e comunicativas. Sabem que os bichos são bem recebidos, são fofos e engraçados.”

Para se dar bem nessas redes sociais, é preciso incorporar o vocabulário dos pets. Se você é um cachorro, terá “amicães”. A etiqueta exige enviar, no fim de cada mensagem, um “patabraço” ou uma “lambeijoca”. Para os cães, há outra regra crucial: escrever um “Au!” em toda palavra que o permita, como “obrigauda”, “aubrigado” ou “paraubéns”. Para os gatos, além de vários “miaus” aos “amigatos”, sugere-se desejar algumas “fuçadinhas geladas” como saudação. Há até quem mande lambidas com sabores. Para os gatos, “lambidas sabor peixe”. Para os cavalos, “sabor milho”.

As amizades feitas nesse universo irracional podem render frutos no mundo real. Fornasaro diz que foi graças ao site que compareceu a “cãominhadas”, os encontros entre donos e criadores de cães, que se juntam para conversar e passear. Ele foi a duas “cãominhadas” acertadas no site, uma em Santos, no litoral paulista. “Eu jamais iria até Santos num encontro desses se dependesse do Orkut. Ficaria com medo.” Também foi através do site que Fornasaro conheceu sua namorada, dona de um golden retriever e um labrador. O “macho” e a “fêmea” começaram um bate-papo no site, até que seus donos marcaram um encontro. O lugar combinado não poderia ser outro: uma lanchonete chamada “Burdog”. Apesar de os cães não terem ido, seus donos iniciaram um namoro que já dura oito meses.

Raquel Penaranda tem 11 anos, dois cachorros e uma calopsita. Todos estão cadastrados no Petkurt e no PlugPet. Raquel não gosta do Orkut. Diz que é chato. Ela afirma preferir bichos a pessoas. “É muito mais legal falar como os pets de seus amigos”, diz. “Gosto de contar as várias travessuras dos meus bichos, sem ninguém para reclamar que eu só falo de animais. Aqui posso falar disso o tempo todo.” Assim como Raquel, a maioria dos usuários das redes sociais de animais são crianças que gostam de seus bichos de estimação e não poupam esforços para mostrá-los aos amigos.
Os adultos que se cadastram procuram informações. Para Giovanni Duarte, um dos criadores do Orkupet, o maior público do site são crianças na pré-adolescência, por volta dos 10 anos de idade. Elas já dominam as ferramentas da internet, mas ainda não se interessam por sites para fazer amigos ou procurar parceiros. A relação com os bichos é mais forte. “Elas têm os pets como seus xodós, seus hobbies, e se dedicam muito a eles.”

A dedicação das crianças a seus bichos cria um laço e uma identificação maior entre o dono e a mascote. O psicólogo Ades diz ser comum que os donos achem que seus animais pensam e têm os mesmos sentimentos que eles. Nesses sites, há espaço para que expressem essa fantasia, que na infância é maior. Ades afirma que as crianças têm mais facilidade para pensar que seus bichos terem atitudes humanas. “Veja quantos desenhos existem com personagens que são bichos humanizados. Esses sites são uma brincadeira de faz de conta, em que até os adultos entram no jogo se sentindo na pele do Snoopy”, diz.

Usar o perfil de um bicho de estimação no lugar de seu próprio também é uma forma mais segura de usar as redes sociais. “Muita gente tem medo de se expor na internet e considera o perfil do bicho uma forma mais segura de fazê-lo. Nos sites, a foto de apresentação é a da mascote. Só coloca a sua quem quiser”, diz Duarte. Como há muitas crianças cadastradas, é natural que haja uma preocupação com a pedofilia. Helen Souza, a mãe de Raquel, não deixou a filha criar um site no Orkut. Quando a menina pediu para criar um no Orkupet, ela aceitou. “Mas estou sempre de olho. Sabemos que a internet é uma porta aberta para tudo” diz.

Os moderadores das três redes sociais animais do Brasil afirmam que a varredura de possíveis problemas, tanto de pedofilia como de preconceitos, é feita diariamente. Como os sites têm um número de cadastros relativamente pequeno, é mais fácil detectar quem fere os códigos de conduta. Já no Orkut, com milhões de usuários, isso é quase impossível.
As principais características dos maiores sites de relacionamento de animais de estimação

dogster.com Criado nos Estados Unidos, foi o primeiro site de mascotes. Em 2005, ganhou o prêmio Webby de melhor site de comunidade. Para os donos de gatos, a versão felina é o Catster
dogbook.com.au Quem tem perfil no Facebook pode fazer uma página com o perfil de seus cachorros, no DogBook, e gatos, no CatBook. O site tem quase um milhão de cadastros
orkupet.com.br O Orkupet é muito parecido com o Orkut. Esta rede social animal foi criada há nove meses e já tem mais de 50 mil “usuários cadastrados”
pedi.jp Neste site japonês, podem-se achar parentes distantes de cães e gatos. O usuário envia o certificado de pedigree e o site cruza os dados para encontrar seus parentes
petkurt.com.br Criado em 2006, o Petkurt foi o primeiro site do Brasil dedicado aos bichos de estimação. Tem 200 mil mascotes cadastradas. A maioria dos perfis é de cachorros (80%)
plugpet.com.br Além das páginas de recados, este site brasileiro traz boas informações e serviços aos donos. O fórum tem um veterinário e um adestrador para tirar as dúvidas dos usuários
fonte: revista Epoca

15/12/2008

Gato de 15 anos adere a lentes de contato e volta a enxergar


Se colocar lentes de contato pode não ser uma tarefa muito simples, imagine a dificuldade de fazer isso no olho de um gato. Mas os donos de Ernest, 15, toparam o desafio para devolver a visão ao animal que, sem essa alternativa, teria de passar por uma cirurgia arriscada.


Antes de usar as lentes recomendadas por um veterinário, diz o “Daily Mail”, Ernest vivia com inflamações e muitas vezes não conseguia abrir as pálpebras. “Ele tinha problemas para enxergar onde estava indo. Agora, vive com os olhos abertos e tem uma nova vida. As lentes funcionam muito bem”, afirmou Paula Sadler, 56, gerente do centro de resgate de animais em Godshill, onde Ernest vive há 13 anos.



12/11/2008

Chimpanzé 'adota' filhotes de tigre na Flórida


No Jungle Park, na Flórida, uma chimpanzé adotou dois filhotes de tigre, recém-chegados de outro parque na Carolina do Sul.

Os pequenos Mitra e Shiva ainda não se adaptaram ao calor de Miami, e desde a sua chegada, encontraram na macaca Anjana uma espécie de mãe adotiva.

A treinadora China York conta que a chimpanzé oferece os próprios dedos para os tigres usarem como chupeta quando eles estão chorando e que os três bichos dormem e brincam juntos.

A expectativa é que o relacionamento especial entre a macaca e os tigres continue até que eles cresçam e se tornem perigosos demais para conviver com a chimpanzé.

Essa não foi a primeira vez que Anjana adota filhotes de outras espécies. Segundo a administração do parque Jungle Island, ela também já tratou de leõezinhos e de leopardos.

29/10/2008

Cães interpretam sentimentos nos rostos de humanos, diz estudo

Um artigo publicado hoje pela revista britânica "The Scientist" explica que, assim como os seres humanos, os cães também estudam a face de uma pessoa, começando pelo lado direito, que expressa melhor o estado emocional.

Esse fenômeno, no entanto, ocorre apenas quando estes animais observam rostos humanos. Uma hipótese sustenta que o lado direito da face expressa melhor as emoções, o que explica o fato de ser analisado antes pelos cachorros, como fazem os humanos quando vêem alguém pela primeira vez.

Uma equipe de cientistas da Universidade de Lincoln (Inglaterra) descobriu que os cachorros domesticados desenvolveram este comportamento possivelmente para captar a emoção dos rostos humanos.

Os pesquisadores, liderados por Kun Guo, estudaram os movimentos dos olhos e da cabeça de 17 cães quando lhes foram mostradas imagens de rostos de pessoas, macacos, cachorros e objetos inanimados.

Os animais olharam para a esquerda - para a metade direita do rosto - apenas quando lhes foram mostrados rostos humanos. Esta tendência se acentuou ainda mais quando a expressão facial era de aborrecimento.

Segundo os cientistas, os cães poderiam ter aprendido este comportamento para interpretar as emoções do rosto após milhares de anos de interação com os seres humanos.

No entanto, quando os cachorros viam uma imagem invertida, continuavam olhando a sua esquerda, algo que os humanos não fazem.

A equipe pesquisadora explica que o lado direito do cérebro canino, que processa a informação do campo visual esquerdo, se adapta melhor à interpretação das emoções humanas que o hemisfério direito.

Já o especialista em cães da Universidade Eötvös Loránd de Budapeste (Hungria), Adam Miklosi, disse que apesar de esta descoberta ser interessante, ainda é um mistério como os cachorros percebem os rostos das pessoas. Além disso, não existiriam evidências de que estes animais sejam capazes de reconhecer as emoções.

G1

04/09/2008

Primeiro clone de cão vira pai - e mães dos filhotes também são 'cópias'

Snuppy, o galgo-afegão que ganhou fama ao ser anunciado como o primeiro cachorro clonado do mundo, acaba de se tornar papai. O anúncio foi feito por cientistas coreanos da Universidade Nacional de Seul, onde o bicho foi criado. Por inseminação artificial, Snuppy gerou outros dez cachorrinhos, dos quais um morreu e outros nove estão vivos e saudáveis. As fêmeas que doaram óvulos para o experimento também são clonadas.

G1

30/07/2008

Fêmea de labrador adota tigrinhos órfãos em zoológico nos Estados Unidos

Filhotes têm apenas quatro dias de vida (Foto: AP)

Isabella, uma fêmea de labrador, tornou-se uma mãe adotiva nada comum no último domingo (27). A cadela adotou três filhotes de tigre branco que foram abandonados pela mãe logo depois de nascer no Parque Zoológico Safári, no estado americano do Kansas. Por enquanto, os tigrinhos estão sendo amamentados normalmente por ela. O comportamento maternal exacerbado é comum em fêmeas de várias espécies de mamíferos.

do G1


15/07/2008

Sete filhotes de leão branco nascem em zoológico da Alemanha

Duas leoas deram à luz simultaneamente (Foto: Alex Grimm/Reuters)


Três dos filhotes estão recebendo mamadeira após serem rejeitados (Foto: Alex Grimm/Reuters)
O zoológico de Schloss-Holte Stukenbrock, na Alemanha, está comemorando um evento duplamente raro: duas leoas brancas deram à luz simultaneamente, de forma que o parque agora abriga sete filhotes de pelagem branca. O aspecto único dos bichos se deve a um gene recessivo, resultado de uma mutação natural. Não existem mais leões brancos na natureza, embora haja algumas centenas de representantes da variedade em cativeiro no mundo. Três dos bebês foram rejeitados pela mãe e estão sendo alimentados com mamadeiras.
do G1





26/06/2008

Laika, a cadela astronauta


No período conhecido como “Guerra Fria”, quando Estados Unidos e União Soviética disputavam a hegemonia mundial, uma cadela ganhou as manchetes dos jornais como o primeiro ser vivo a ir ao espaço.
Era final da década de 50 e os soviéticos estavam em vantagem. A União Soviética já havia lançado o satélite Sputnik I, o primeiro objeto artificial a entrar em órbita da Terra, e um mês depois, em 3 de novembro de 1957, estava lançando o Sputnik II.
Enquanto o primeiro era uma esfera de metal pesando 83 quilos, o segundo pesava 508 quilos e era tripulado por Kudryavka, que, até pela dificuldade de se propagandear tal nome, foi rebatizada Laika, nome que seria de sua raça, a Laika Siberiana.
Sobre esse detalhe há controvérsias, pois há registros que Laika, ou Kudryavka, era um cão mestiço com traços de Fox Paulistinha, o Terrier Brasileiro, e que teria sido capturada nas ruas de Moscou antes de ser enviada ao espaço... Parece difícil, pois foi noticiado na oportunidade que vários cães haviam sido testados e o que se mostrou mais preparado foi a simpática Laika. Estava-se no auge da Guerra Fria, época de muita espionagem e contra-espionagem.
Por isso, o feito foi alardeado pela União Soviética como um grande sucesso. E, até pelo estágio das viagens espaciais, com certeza foi. Contudo, não foi exatamente com os soviéticos divulgaram na ocasião, de que, por exemplo, Laika teria morrido depois de quatro dias no espaço, ou até uma semana, quando o foguete parou de enviar sinais à Terra. E sem sofrer trauma.
Mentira, pois informações divulgadas em outubro de 2002 – portanto, 45 anos depois – revelaram que a cadela morreu entre cinco e sete horas depois do lançamento. A nova versão foi dada por Dimitri Malashenkov, do Instituto de Biomedicina de Moscou, durante um Congresso Mundial Espacial, nos Estados Unidos.
Ele participou do programa espacial soviético e contou que os sensores colocados no corpo de Laika registraram que seus batimentos cardíacos durante o lançamento chegaram ao triplo do normal.
Para lhe garantir oxigênio, havia um sistema de sucção de gás carbônico a bordo e geração de oxigênio. Mas nada disso adiantou e Laika morreu, provavelmente vítima do estresse sofrido e o superaquecimento provocado pelo precário sistema de controle térmico da nave.
Apesar do acidente, a pioneira demonstrou que seria possível para um animal suportar as condições da gravidade zero, o que possibilitou a ampliação das pesquisas para os vôos tripulados por seres humanos. O que tornou-se realidade no dia 12 de abril de 1961, aliás, com o vôo do soviético Yuri Gagarin.
fonte: internet